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Manifesto ao feminino consciente

  • Foto do escritor: Sandra Braik
    Sandra Braik
  • 8 de mar.
  • 2 min de leitura

Este manifesto se fez por desvelo. Da percepção de peculiaridades. Criou-se do emaranhado revoltoso.


Nesses últimos 60 dias conheci muitas mulheres diferentes ao ditoso acaso, outras apresentadas por amigos. Pensamentos, personalidades e profissões distintas. Todas entre 30 e 50 anos, algumas mães, outras não ou no dúbio pretendendo, mas com uma realidade importante em comum: o cansaço do padrão ou o arrependimento a não confrontar o padrão, mesmo ainda podendo enfrentar a inércia. 


A vida imediatista nos leva à prática automática do raciocínio padronizado pela origem do aprendizado societário. Refiro-me a "padrão": à vida conhecida como ordinária, aquela que mulheres dessa faixa etária, a qual me enquadro, foram ensinadas como sendo a base do único caminho a se viver. Como assim? Bom, ao como viver dentro de um padrão. Explico: ao vetusto e simplista exemplo da sobrecarga invisível de responsabilidades que não nos é inerente. Lavar, limpar, cozinhar, passar, cuidar, ensinar, administrar, calar, aceitar.


Estamos fatigadas. Estamos enfadadas. Estamos fartas de assumirmos sozinhas essas responsabilidades. E não me refiro à responsabilidade como a falta de compromisso ou esquiva da entrega de algo. Não. Porque capacidade não nos escapa. Empenho não nos foge. Não. Refiro-me às responsabilidades conjuntas quando de fato se integram a um combinado entre uma mulher e um homem, independentemente da forma do acordado ou da relação que possuem. 


E quanto mais homens eu conheço pela visão dessas mulheres que recentemente conheci ou pela minha própria, mais inconformada eu fico. Felizmente não é generalismo, mas sim a situação atual e infortúnia da massa. O que me acalenta é conhecer alguns homens que enxergam fora deste contexto e faço questão de conversar sobre isso com eles na esperança de que conversem com outros para que algum dia os manifestos sejam por outras causas.  


Conversemos mais sobre isso, mulheres. Parem no seu próprio silêncio reflexivo e formulem uma opinião. Mas não guardem para si. Contem umas às outras, complementem pensares mútuos, façam seu próprio manifesto percorrer o léu direcionado.


À desconstrução do padrão nesse oitavo nascer do sol das águas de março que ainda não fecham o verão da consciência.


À todas as mulheres paradoxais e subversivas que conheço, que se questionam e se permitem à revolta, à autoconsciência protagonista.

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